Chic - Dance, Dance, Dance - The Best of Chic (Atlantic)

Impossível falar na história da disco music sem falar no grupo Chic. Ao mesmo tempo, eles foram: 1) a melhor banda disco da década de 70; 2) uma das principais influências do movimento britânico new romantic (Duran Duran, ABC); e 3) Nile Rodgers e Bernard Edwards (juntos ou separados) produziram e/ou tocaram com David Bowie, Madonna, Mick Jagger, B-52's, Rod Stewart, Debbie Harry, INXS, Laurie Anderson.

Além disso, Rodgers e Edwards compuseram clássicos disco para Diana Ross ("Upside Down", "I'm Coming Out"), Sister Sledge ("We Are Family", "He's the Greatest Dancer"), Sheila ("Spacer", "Mayday") e Carly Simon ("Why"). Sem o Chic não existiram canções como "Rapper's Delight" (Sugarhill Gang), "Another One Bites the Dust" (Queen), "In the Good Times" (Defunkt) e "Good Life" (Inner City). E, finalmente, grupos como Modjo e Alcazar não teriam de onde samplear as bases de seus sucessos.

Por tudo isso, fica difícil escolher um álbum que seja o mais recomendado do grupo. Melhor deixar essa tarefa para a coletânea "Dance, Dance, Dance - the Best of Chic", lançada em CD em 1991, pouco antes do lançamento de "Chic-Ism", o último disco do grupo, e do volume 2 de "The Best of Chic", com os seus "não-hits".

Por que essa coletânea? Pelo fato de reunir as principais composições do grupo num só volume: clássicos disco ("Le Freak", "Good Times"), baladas ("I Want Your Love"), sucessos menores ("My Forbidden Lover", "My Feet Keep Dancing"), uma soundtrack ("Soup for One") e uma versão 12" matadora (quase 8 minutos e meio de "Everybody Dance" e sua indefectível linha de baixo levanta-defunto!). Mais argumentos são desnecessários...

Em suma: ouvindo uma coletânea como essa, os desavisados podem entender um pouco do que foi o final dos anos 70, entender um pouco do pop dos anos 80 e entender parte da dance music do século XXI. É pouco ou querem mais?

Ricardo Jorge

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