Porque a psicologia
deve se omitir da revoluçao tecnológica dos
canais de comunicação e informação
? Como mostra a história, as conquistas tecnológicas
sao irreversíveis e tem um forte impacto cultural.
Por sua vez, os elementos da cultura com que elaboramos a
representaçao de nossa subjetividade é afetada
com igual intensidade. A psicologia nao pode ficar à
margem desse processo. O Conselho Federal de Psicologia deveria
estar preocupado e reagindo com prioridade absoluta à
prática do charlatanismo associado à profissao
de psicólogo, como o tarô, anjos, mapas astrais
ou as absurdas "ciências" ocultas. Quanto
à Internet e à consulta on-line, deveria estar
preocupado em formalizar, criando critérios de utilizaçao
para fiscalizar, e legitimar a prática de consultas
on-line. O processo tecnológico é irreversível
e cabe ao Conselho Federal garantir cientificamente a prática
destes serviço antes que se perca em práticas
particulares, onde a supervisao será impossível.
O Conselho nao deve resistir a este tipo de prática,
ao contrário, deve tomar a frente desta prática,
sob pena de ter que voltar atrás em suas posiçoes
considerando que a tecnologia nao costuma para no tempo. Parabéns
aos psicólogos Marcelo Salgado e Fátima Ferreira.
Para ver a entrevista na
integra, clique
AQUI
(matéria editada pelo webmaster)
Psicólogos
interpretam sonhos, orientam e tratam pacientes via internet.
É a terapia on-line, que está em fase de teste
e já provoca polêmica entre os profissionais
de saúde mental
Cristina Capuano
Dois internautas trocam
e-mail, marcando um encontro pelo ICQ, programa de conversação
instantânea na internet. A cena, típica dos namoros
virtuais, se repete numa nova modalidade: a psicoterapia on-line.
A comodidade de tratar o emocional em casa conquista pacientes
e provoca polêmica entre especialistas. O psicanalista
Julio Frochtengarten, da Sociedade Brasileira de Psicanálise,
é contra. Ele considera fundamental a presença
na sessão. "Falta sentir o timbre da voz e a expressão
do olhar, que são vitais na relação terapêutica",
diz. Marcos*, 27 anos, universitário, de Palmas (TO),
concorda: "Às vezes minha psicóloga escreve
coisas que não me agradam. Não sei se está
sendo sarcástica ou me levando a sério, porque
não vejo seu rosto".
Foram necessários
apenas 20 e-mails, em 1999, para o engenheiro mineiro Itamar*,
35 anos, resolver um problema. Ele perguntou ao psicólogo
Marcelo Salgado, de Fortaleza: "Por que me irrito com
alguém que fala de boca cheia?" A situação,
considerada por ele "idiota", o atrapalhava nas
relações sociais e profissionais. Marcelo respondeu:
"Se seus dilemas fossem idiotas, nem você ligaria
para eles. Podemos começar a análise por aí
".
O profissional pediu uma
biografia e recomendou que fizesse o pagamento em sua conta
corrente a confirmação de que o cliente
queria o tratamento. No contato seguinte, Itamar contou que
admirava o pai, um engenheiro de poucas palavras, que não
era "de abraçar e beijar" a família.
O episódio que o marcou veio à tona. Ainda adolescente,
estava almoçando quando o irmão mais velho repreendeu
o pai, que falava de boca cheia. Itamar pediu ao irmão
que não fizesse aquilo. Ele revidou batendo em Itamar.
Com novas reflexões o cliente concluiu que apanhar
na frente do pai, que admirava, rendera a dificuldade de se
relacionar. "Encarar o fato clareia um pouco", disse
no último e-mail.
Há mais de um ano, quando os atendimentos se multiplicavam
sem controle, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) restringiu
o divã virtual à pesquisa. Só pode oferecer
terapia on-line o profissional que tenha como objetivo testar
a eficácia do tratamento. Para isso, ele deve apresentar
um projeto de trabalho e esperar autorização
para começar. Como o caráter é experimental,
está impedido de cobrar, e o paciente precisa assinar
um documento permitindo que os resultados sejam usados em
estudos. A decisão não atingiu os 50 sites de
ajuda psicológica, porque eles não oferecem
tratamento, mas conselhos.
Nos Estados Unidos, o divã
virtual surgiu em 1994. Lá, 700 profissionais trabalham
sob fiscalização. "Por causa da pressão
do CFP, houve um retrocesso no Brasil", queixa-se Márcia
de Mello, que preside a Associação Brasileira
de Profissionais de Saúde Mental On-line e chegou a
ser denunciada ao órgão por trabalhar virtualmente.
Calcula-se que 15 profissionais continuem atuando na rede.
Metade não tem autorização e alguns aproveitam
o território livre da internet para cobrar até
60 reais por consulta. A psicóloga Lúcia Salgado,
de Brasília, não recebe nada porque acredita
que a ajuda virtual vai revolucionar a ciência. Mas
adverte: "Ela não se aplica a distúrbios
patológicos graves, depressão profunda ou tendências
suicidas".
Para ver a entrevista na
integra, clique AQUI
(matéria editada pelo webmaster)
Repercussão
na Mídia
Abaixo
estão as imagens de alguns recortes de jornais e revistas
onde fomos notícia:
Caderno
Cotidiano - Março 97
Caderno
de Informat. - Outubro 98
Revista
Internet BR - Junho 98
Revista
Internet BR - Junho 99
Caderno
de Informat. - Março 00
Revista
Viver - Novembro 00
Revista
Internet.br Divã
da Discórdia :: Ano4, nº51, pág. 32-34,
Agosto de 2000.
"Existem
pessoas precisando de atendimento em saúde mental
que não vão, nunca iriam ou nunca mais voltarão
a um consultório tradicional"
Marcelo Salgado
O ambiente aconchegante e o divã macio que deixa
o paciente à vontade ganharam um concorrente de peso
para quem se submete a um tratamento psicoterápico:
o computador. A terapia online faz de qualquer lugar com
um micro ligado à Internet um consultório
psicanalítico em potencial, um divã virtual
E isso já virou realidade nos Estados Unidos e em
vários países da Europa. Aos poucos, o método
ganha adeptos no Brasil. E também ganha polêmica
quanto ao lado ético de tal forma de exercício
profissional da psicologia. O Conselho Federal de Psicologia
(CFP ~ wwwpsicologia- online-org.br) está preparando
um documento de regulamentação, previsto para
entrar em vigor até o fim deste mês.
A prática da psicoterapia pela Internet tem dividido
opiniões entre os profissionais da área. Alguns
acreditam que a ausência do contato "olho no
olho" pode comprometer o resultado do trabalho. Para
outros, se a troca de olhares fosse fundamental, os psicólogos
não colocariam o paciente no divã e sentariam
atrás dele, como ocorre na consulta convencional.
Fabiana tem dúvidas quanto à melhor forma
de terapia online
NARRATIVA
Psicólogo há 13 anos, Marcelo Salgado (www.fortalnet.com.br/psyberterapia)
faz parte do segundo grupo. 0 fato é que existem
pessoas precisando de atendimento em saúde mental
que não vão, nunca iriam ou nunca mais voltarão
a um consultório tradicional", diz. É
por essa razão que ele consulta pela Internet desde
1997. 'A psicoterapia online é uma metapsicoterapia.
É uma psicoterapia narrativa, baseada em texto, hipertexto
e contexto, explica.
Para se tornar um paciente virtual, basta mandar um email
para Marcelo, com o que ele intitula de psico-iografia,
especificando nome, idade, hábitos, estado civil,
queixas e preferências. Durante os três anos,
ele já atendeu mais de 200 clientes. "Em breve
será comum o atendimento online', prevê".
Sem dizer o nome de qualquer de seus pacientes por causa
do sigilo profissional, Marcelo revela que certa vez recebeu
um e-mail de um homem cujo problema era ficar muito irritado
quando alguém falava de boca cheia perto dele. "Na
primeira mensagem ele escreveu: 'Meu problema é idiota
demais para gastar tempo e dinheiro com um psicólogo
real e irritante o suficiente para me atrapalhar social
e profissionalmente. Me sinto aliviado por você ter
tido essa idéia genial de divã virtual",
conta Marcelo. Segundo ele, na última mensagem o
paciente se despediu dizendo que recomendaria o serviço
aos amigos. As consultas do psicólogo podem ser cobradas
ou não, dependendo do caso, mas Marcelo não
quis divulgar o valor da consulta
(matéria editada pelo webmaster)
PSI
- Jonal de Psicologia Edição
106
No Brasil, a moda da
terapia on-line também começa a pegar. Marcelo
Salgado, um dos primeiros terapeutas a atender pela internet,
defende a utilização da rede para esse fim.
“Não se pode confundir atendimento psicológico
por telefone com serviços on-line com computador
Pentium Multimídia, 16 Mb de memória RAM e
videocâmara para videoconferências”, justifica
o psicólogo. Para Salgado, são inegáveis
os avanços da informática para tornar cada
vez mais “real” o encontro entre duas ou mais
pessoas pelo chat. “O cara a cara já existe
na internet”, argumenta ele. Sem deixar de reconhecer
que o assunto é para lá de polêmico,
Salgado defende-se lembrando que a terapia on-line é
realidade em muitos países, como Estados Unidos,
Inglaterra e Canadá. Considera importante a iniciativa
dos órgãos que regulamentam a profissão
do psicólogo em estimular o debate entre os colegas
do Brasil, mas já adianta sua opinião. “É
censurável a intenção de censurar os
serviços de psicologia on-line”, diz Salgado.
Na página criada
por ele na internet, pode-se esclarecer dúvidas sobre
os tipos de atendimentos psicológicos disponíveis
e sobre como funcionam essas terapias. Quanto aos órgãos
que regulamentam a profissão no Brasil, a prática
é condenada e grande parte dos psicólogos
não está vendo com bons olhos essas terapias.
“As grandes angústias dos seres humanos são
geradas no seu contato humano. Como tratar isso através
de uma máquina?”, indaga Sueli Damergian. “Soa
como acreditar que o homem pode ser tão programável
quanto o computador”, conclui. Programáveis
e operadas por humanos, essas máquinas foram criadas
para serem instrumento a serviço da humanidade. “A
internet não pode se tornar uma arma”, adverte
Sandra Gouveia. Impedir que isso ocorra depende exclusivamente
de seus usuários. “Seria interessante que houvesse
um limite de uso e a internet servisse para o que realmente
interessa: auxiliar a pesquisa”, acrescenta Sueli
Damergian.
Psicologia
e as Comunicações Eletrônicas / Psicoterapia
via internet
Psybertheray on-line
(Site da Clínica Ivan Pavlov, do psicólogo
brasileiro Marcelo Salgado)
O autor define CYBERESPAÇO como "Lugar onde
nossos Corações e Mentes se encontram, e não
a distância entre o meu computador e o seu; porque
ninguém é uma ilha."Sua proposta é
"Promover serviços psicológicos de Aconselhamento
E-mail, Psicoterapia on-line e Dinâmica de Grupos
na INTERNET com sigilo profissional, liberdade e cyber ética."
Veja como Marcelo Salgado viabiliza suas idéias.
Para ver a entrevista na integra, clique AQUI
(matéria editada pelo webmaster)
Relacionamentos
Eletrônicos
(Diário do Nordeste)
"Para o psicólogo
Marcelo Salgado, que se dedica a estudar o comportamento
humano na era da Internet, as pessoas que criam boatos para
disseminá-los pela rede podem ser classificados,
à luz da psicologia, como sádicos —
que fazem o mal com o objetivo de divertir-se. ‘‘É
uma espécie de vírus de comunicação,
que se instala na rede para criar ansiedade e apreensão
entre as pessoas’’, diz o psicólogo.
‘‘A Internet é perfeita para isso, porque
mantém o anonimato’’, completa Marcelo
Salgado."
No Brasil, o psicólogo
Marcelo Salgado conduz uma experiência semelhante, a Clínica
Ivan Pavlov (www.fortalnet.com.br/psyberterapia). O serviço
funciona por e-mail, chat (dinâmica em grupo) ou videoconferência.
No primeiro caso, o preço é de R$ 12 por mensagem.
No chat, custa R$ 2 por minuto. Já o serviço de videoconferência
custa R$ 2,50 por minuto.
Convívio
online exige regras de etiqueta
(Diário do Nordeste)
Para o psicólogo
e professor de sociologia Marcelo Salgado, há uma tendência
das pessoas levarem para a internet, de forma ainda mais ampliada,
os maus
hábitos do cotidiano. ‘‘O mundo real e o virtual são
convergentes. O detalhe
é que no mundo virtual as pessoas são mais corajosas,
irresponsáveis e
displicentes, porque acham que não estão sendo vistas’’,
diz o psicólogo.
Mas, segundo Salgado, é uma ilusão achar que, por
estar distante e atrás de
um computador, a pessoa não deixa transparecer seus traços
de personalidade
e, pior, sua falta de educação. Para embasar sua opinião,
o psicólogo cita a
frase de Sigmund Freud: ‘‘Nós nos delatamos por todos os
poros’’. ‘‘Aquele
que não fala com as palavras, fala com a ponta dos dedos’’,
completa Marcelo
Salgado, numa alusão à forma mais comum de comunicação
na internet, o
chamado ‘‘teclar’’.