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27.05.2006

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DESTAQUE

Revista VEJA

Porque a psicologia deve se omitir da revoluçao tecnológica dos canais de comunicação e informação ? Como mostra a história, as conquistas tecnológicas sao irreversíveis e tem um forte impacto cultural. Por sua vez, os elementos da cultura com que elaboramos a representaçao de nossa subjetividade é afetada com igual intensidade. A psicologia nao pode ficar à margem desse processo. O Conselho Federal de Psicologia deveria estar preocupado e reagindo com prioridade absoluta à prática do charlatanismo associado à profissao de psicólogo, como o tarô, anjos, mapas astrais ou as absurdas "ciências" ocultas. Quanto à Internet e à consulta on-line, deveria estar preocupado em formalizar, criando critérios de utilizaçao para fiscalizar, e legitimar a prática de consultas on-line. O processo tecnológico é irreversível e cabe ao Conselho Federal garantir cientificamente a prática destes serviço antes que se perca em práticas particulares, onde a supervisao será impossível. O Conselho nao deve resistir a este tipo de prática, ao contrário, deve tomar a frente desta prática, sob pena de ter que voltar atrás em suas posiçoes considerando que a tecnologia nao costuma para no tempo. Parabéns aos psicólogos Marcelo Salgado e Fátima Ferreira.

Para ver a entrevista na integra, clique AQUI
(matéria editada pelo webmaster)

 

Revista CLAUDIA

Psicólogos interpretam sonhos, orientam e tratam pacientes via internet. É a terapia on-line, que está em fase de teste e já provoca polêmica entre os profissionais de saúde mental

Cristina Capuano

Dois internautas trocam e-mail, marcando um encontro pelo ICQ, programa de conversação instantânea na internet. A cena, típica dos namoros virtuais, se repete numa nova modalidade: a psicoterapia on-line. A comodidade de tratar o emocional em casa conquista pacientes e provoca polêmica entre especialistas. O psicanalista Julio Frochtengarten, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, é contra. Ele considera fundamental a presença na sessão. "Falta sentir o timbre da voz e a expressão do olhar, que são vitais na relação terapêutica", diz. Marcos*, 27 anos, universitário, de Palmas (TO), concorda: "Às vezes minha psicóloga escreve coisas que não me agradam. Não sei se está sendo sarcástica ou me levando a sério, porque não vejo seu rosto".

Foram necessários apenas 20 e-mails, em 1999, para o engenheiro mineiro Itamar*, 35 anos, resolver um problema. Ele perguntou ao psicólogo Marcelo Salgado, de Fortaleza: "Por que me irrito com alguém que fala de boca cheia?" A situação, considerada por ele "idiota", o atrapalhava nas relações sociais e profissionais. Marcelo respondeu: "Se seus dilemas fossem idiotas, nem você ligaria para eles. Podemos começar a análise por aí ".

O profissional pediu uma biografia e recomendou que fizesse o pagamento em sua conta corrente ­ a confirmação de que o cliente queria o tratamento. No contato seguinte, Itamar contou que admirava o pai, um engenheiro de poucas palavras, que não era "de abraçar e beijar" a família. O episódio que o marcou veio à tona. Ainda adolescente, estava almoçando quando o irmão mais velho repreendeu o pai, que falava de boca cheia. Itamar pediu ao irmão que não fizesse aquilo. Ele revidou batendo em Itamar. Com novas reflexões o cliente concluiu que apanhar na frente do pai, que admirava, rendera a dificuldade de se relacionar. "Encarar o fato clareia um pouco", disse no último e-mail.


Há mais de um ano, quando os atendimentos se multiplicavam sem controle, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) restringiu o divã virtual à pesquisa. Só pode oferecer terapia on-line o profissional que tenha como objetivo testar a eficácia do tratamento. Para isso, ele deve apresentar um projeto de trabalho e esperar autorização para começar. Como o caráter é experimental, está impedido de cobrar, e o paciente precisa assinar um documento permitindo que os resultados sejam usados em estudos. A decisão não atingiu os 50 sites de ajuda psicológica, porque eles não oferecem tratamento, mas conselhos.

Nos Estados Unidos, o divã virtual surgiu em 1994. Lá, 700 profissionais trabalham sob fiscalização. "Por causa da pressão do CFP, houve um retrocesso no Brasil", queixa-se Márcia de Mello, que preside a Associação Brasileira de Profissionais de Saúde Mental On-line e chegou a ser denunciada ao órgão por trabalhar virtualmente. Calcula-se que 15 profissionais continuem atuando na rede. Metade não tem autorização e alguns aproveitam o território livre da internet para cobrar até 60 reais por consulta. A psicóloga Lúcia Salgado, de Brasília, não recebe nada porque acredita que a ajuda virtual vai revolucionar a ciência. Mas adverte: "Ela não se aplica a distúrbios patológicos graves, depressão profunda ou tendências suicidas".

Para ver a entrevista na integra, clique AQUI
(matéria editada pelo webmaster)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 







 

 

 

 

 

 

 




 

 

 

 

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Repercussão na Mídia

 

Abaixo estão as imagens de alguns recortes de jornais e revistas onde fomos notícia:

Caderno Cotidiano - Março 97
Folha de São Paulo
 
Caderno de Informat. - Outubro 98
Diário do Nordeste

Revista Internet BR - Junho 98
Revista Internet BR

Revista Internet BR - Junho 99
Revista Internet BR

 


Caderno de Informat. - Março 00
Jornal POVO
 
Revista Viver - Novembro 00
Revista VIVER


Revista Internet.br
Divã da Discórdia :: Ano4, nº51, pág. 32-34, Agosto de 2000.

"Existem pessoas precisando de atendimento em saúde mental que não vão, nunca iriam ou nunca mais voltarão a um consultório tradicional"

Marcelo Salgado


O ambiente aconchegante e o divã macio que deixa o paciente à vontade ganharam um concorrente de peso para quem se submete a um tratamento psicoterápico: o computador. A terapia online faz de qualquer lugar com um micro ligado à Internet um consultório psicanalítico em potencial, um divã virtual E isso já virou realidade nos Estados Unidos e em vários países da Europa. Aos poucos, o método ganha adeptos no Brasil. E também ganha polêmica quanto ao lado ético de tal forma de exercício profissional da psicologia. O Conselho Federal de Psicologia (CFP ~ wwwpsicologia- online-org.br) está preparando um documento de regulamentação, previsto para entrar em vigor até o fim deste mês.

A prática da psicoterapia pela Internet tem dividido opiniões entre os profissionais da área. Alguns acreditam que a ausência do contato "olho no olho" pode comprometer o resultado do trabalho. Para outros, se a troca de olhares fosse fundamental, os psicólogos não colocariam o paciente no divã e sentariam atrás dele, como ocorre na consulta convencional.
Fabiana tem dúvidas quanto à melhor forma de terapia online

NARRATIVA
Psicólogo há 13 anos, Marcelo Salgado (www.fortalnet.com.br/psyberterapia) faz parte do segundo grupo. 0 fato é que existem pessoas precisando de atendimento em saúde mental que não vão, nunca iriam ou nunca mais voltarão a um consultório tradicional", diz. É por essa razão que ele consulta pela Internet desde 1997. 'A psicoterapia online é uma metapsicoterapia. É uma psicoterapia narrativa, baseada em texto, hipertexto e contexto, explica.

Para se tornar um paciente virtual, basta mandar um email para Marcelo, com o que ele intitula de psico-iografia, especificando nome, idade, hábitos, estado civil, queixas e preferências. Durante os três anos, ele já atendeu mais de 200 clientes. "Em breve será comum o atendimento online', prevê".

Sem dizer o nome de qualquer de seus pacientes por causa do sigilo profissional, Marcelo revela que certa vez recebeu um e-mail de um homem cujo problema era ficar muito irritado quando alguém falava de boca cheia perto dele. "Na primeira mensagem ele escreveu: 'Meu problema é idiota demais para gastar tempo e dinheiro com um psicólogo real e irritante o suficiente para me atrapalhar social e profissionalmente. Me sinto aliviado por você ter tido essa idéia genial de divã virtual", conta Marcelo. Segundo ele, na última mensagem o paciente se despediu dizendo que recomendaria o serviço aos amigos. As consultas do psicólogo podem ser cobradas ou não, dependendo do caso, mas Marcelo não quis divulgar o valor da consulta


(matéria editada pelo webmaster)

PSI - Jonal de Psicologia
Edição 106

No Brasil, a moda da terapia on-line também começa a pegar. Marcelo Salgado, um dos primeiros terapeutas a atender pela internet, defende a utilização da rede para esse fim. “Não se pode confundir atendimento psicológico por telefone com serviços on-line com computador Pentium Multimídia, 16 Mb de memória RAM e videocâmara para videoconferências”, justifica o psicólogo. Para Salgado, são inegáveis os avanços da informática para tornar cada vez mais “real” o encontro entre duas ou mais pessoas pelo chat. “O cara a cara já existe na internet”, argumenta ele. Sem deixar de reconhecer que o assunto é para lá de polêmico, Salgado defende-se lembrando que a terapia on-line é realidade em muitos países, como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá. Considera importante a iniciativa dos órgãos que regulamentam a profissão do psicólogo em estimular o debate entre os colegas do Brasil, mas já adianta sua opinião. “É censurável a intenção de censurar os serviços de psicologia on-line”, diz Salgado.

Na página criada por ele na internet, pode-se esclarecer dúvidas sobre os tipos de atendimentos psicológicos disponíveis e sobre como funcionam essas terapias. Quanto aos órgãos que regulamentam a profissão no Brasil, a prática é condenada e grande parte dos psicólogos não está vendo com bons olhos essas terapias. “As grandes angústias dos seres humanos são geradas no seu contato humano. Como tratar isso através de uma máquina?”, indaga Sueli Damergian. “Soa como acreditar que o homem pode ser tão programável quanto o computador”, conclui. Programáveis e operadas por humanos, essas máquinas foram criadas para serem instrumento a serviço da humanidade. “A internet não pode se tornar uma arma”, adverte Sandra Gouveia. Impedir que isso ocorra depende exclusivamente de seus usuários. “Seria interessante que houvesse um limite de uso e a internet servisse para o que realmente interessa: auxiliar a pesquisa”, acrescenta Sueli Damergian.

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site: www.cearaonline.com.br/a noticia
(matéria editada pelo webmaster)

Psicologia e as Comunicações Eletrônicas / Psicoterapia via internet

Psybertheray on-line (Site da Clínica Ivan Pavlov, do psicólogo brasileiro Marcelo Salgado)

O autor define CYBERESPAÇO como "Lugar onde nossos Corações e Mentes se encontram, e não a distância entre o meu computador e o seu; porque ninguém é uma ilha."Sua proposta é "Promover serviços psicológicos de Aconselhamento E-mail, Psicoterapia on-line e Dinâmica de Grupos na INTERNET com sigilo profissional, liberdade e cyber ética." Veja como Marcelo Salgado viabiliza suas idéias.


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(matéria editada pelo webmaster)

Relacionamentos Eletrônicos
(Diário do Nordeste)

"Para o psicólogo Marcelo Salgado, que se dedica a estudar o comportamento humano na era da Internet, as pessoas que criam boatos para disseminá-los pela rede podem ser classificados, à luz da psicologia, como sádicos — que fazem o mal com o objetivo de divertir-se. ‘‘É uma espécie de vírus de comunicação, que se instala na rede para criar ansiedade e apreensão entre as pessoas’’, diz o psicólogo. ‘‘A Internet é perfeita para isso, porque mantém o anonimato’’, completa Marcelo Salgado."

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Milhões são Viciados na Rede
(Informática)

No Brasil, o psicólogo Marcelo Salgado conduz uma experiência semelhante, a Clínica Ivan Pavlov (www.fortalnet.com.br/psyberterapia). O serviço funciona por e-mail, chat (dinâmica em grupo) ou videoconferência. No primeiro caso, o preço é de R$ 12 por mensagem. No chat, custa R$ 2 por minuto. Já o serviço de videoconferência custa R$ 2,50 por minuto.

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Convívio online exige regras de etiqueta
(Diário do Nordeste)

Para o psicólogo e professor de sociologia Marcelo Salgado, há uma tendência
das pessoas levarem para a internet, de forma ainda mais ampliada, os maus
hábitos do cotidiano. ‘‘O mundo real e o virtual são convergentes. O detalhe
é que no mundo virtual as pessoas são mais corajosas, irresponsáveis e
displicentes, porque acham que não estão sendo vistas’’, diz o psicólogo.
Mas, segundo Salgado, é uma ilusão achar que, por estar distante e atrás de
um computador, a pessoa não deixa transparecer seus traços de personalidade
e, pior, sua falta de educação. Para embasar sua opinião, o psicólogo cita a
frase de Sigmund Freud: ‘‘Nós nos delatamos por todos os poros’’. ‘‘Aquele
que não fala com as palavras, fala com a ponta dos dedos’’, completa Marcelo
Salgado, numa alusão à forma mais comum de comunicação na internet, o
chamado ‘‘teclar’’.


Marcelo Salgado
Clínica Ivan Pavlov

mssalgado@fortalnet.com.br

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